A história registra que, já no século XVII, Tacaratu era considerada
uma maloca ou ajuntamento de indígenas das tribos Pankararu, Umaús,
Vouvêa e Geriticó, todos pertencentes ao grupo linguístico Kariri.
A maloca denominava-se “Cana-Brava”.
Posteriormente, os indígenas foram aldeados no lugar chamado
“Brejo dos Padres”, que deu origem à freguesia de Tacaratu.
Ali foi organizada uma missão dirigida por padres da Congregação
de São Felipe Nery, que iniciou a catequese dos indígenas
localizados no entorno do Rio Moxotó ainda em 1671.
Com esses elementos, iniciou-se o povoamento da antiga Vila de
Tacaratu, área primitiva do município.
No século XVIII, por volta de 1752, a povoação de Tacaratu já se
encontrava desenvolvida, existindo inclusive uma capela dedicada
a Nossa Senhora da Saúde, padroeira do município.
O nome Tacaratu é de origem indígena e é tradicionalmente associado
ao significado de “serra de muitas pontas ou cabeços”,
referência às elevações e formações serranas características da região.
Em 1760, os moradores da região dirigiram uma petição ao Bispo
Dom Francisco Xavier Aranha, solicitando a criação de uma freguesia.
Atendidos, Tacaratu foi elevada a essa categoria em 1761, tendo sua
instalação ocorrido em 1764, pelo Padre Antônio Teixeira de Lima.
Após as reformas recomendadas, a primitiva capela passou à condição
de igreja matriz.
Ao longo de sua história, a sede administrativa do município passou
por diferentes localidades e denominações. Em 1887, a sede foi
transferida para a povoação de Jatobá. Em 1909, o município passou
a denominar-se Jatobá. Em 1928, a sede municipal voltou a
denominar-se Tacaratu.
Em 1938, a sede do município foi transferida para Itaparica,
passando o município a adotar essa denominação. Em 1943,
Itaparica passou a denominar-se Petrolândia, e Tacaratu permaneceu
como distrito desse município.
Tacaratu foi novamente elevada à categoria de município pela
Lei Estadual nº 1.819, de 30 de dezembro de 1953, desmembrando-se
de Petrolândia. A reinstalação do município ocorreu em
1º de junho de 1954.
A emancipação política de Tacaratu é tradicionalmente celebrada
em 13 de maio.
Os naturais de Tacaratu e de seu município são chamados de
tacaratuenses ou taracatuoaras.
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1652 – Segundo Sebastião Galvão, no
Dicionário Corográfico de Pernambuco, vol. 4,
página 142, já existia na povoação de Tacaratu um curato,
denominação dada a uma região pastoreada por um cura.
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1670 – Chegaram à região os padres da
Congregação de São Felipe Neri, que tiveram atuação marcante
na história de diversas cidades brasileiras, inclusive Tacaratu.
Os padres iniciaram seus trabalhos de catequese no ano seguinte,
em 1671.
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1752 – Há registros da existência de uma
capela dedicada a Nossa Senhora da Saúde na localidade.
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1761 – Por provisão de Dom Francisco Xavier
Aranha, a povoação de Tacaratu foi elevada à categoria de
freguesia, denominação dada a uma povoação sob o aspecto
eclesiástico, em 8 de setembro daquele ano.
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1772 – O Rei Dom José I, de Portugal,
por meio da Mesa da Consciência e Ordens, aprovou a criação
da Irmandade das Almas, que funcionou durante muitos anos
na matriz de Tacaratu.
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1808/1892 – O distrito de Tacaratu foi
criado pelo Alvará de 24 de maio de 1808 e posteriormente
reconhecido pela Lei Municipal de 10 de agosto de 1892.
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1849 – Tacaratu foi elevada à categoria
de vila, pela Lei Provincial nº 248, de 16 de junho de 1849,
com sede na povoação de Tacaratu.
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1887 – Pela Lei Provincial nº 1.885,
de 1º de maio de 1887, a sede do município foi transferida
de Tacaratu para a povoação de Jatobá.
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1897 – Pela Lei Municipal de 27 de setembro
de 1897, foram criados os distritos de Espírito Santo e
Volta do Moxotó, anexados ao município de Tacaratu.
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1909 – Pela Lei Estadual nº 991,
de 1º de julho de 1909, a povoação de Jatobá foi elevada
à condição de cidade, passando o município a denominar-se
Jatobá.
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1911 – Em divisão administrativa referente
ao ano de 1911, Tacaratu figurava como distrito do município
de Jatobá.
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1928 – Pela Lei Estadual nº 1.931,
de 11 de setembro de 1928, a sede do município voltou a
denominar-se Tacaratu, enquanto o distrito de Jatobá passou
a denominar-se Jatobá de Tacaratu. Pela mesma lei, o distrito
de Espírito Santo foi extinto, sendo seu território anexado
ao distrito de Moxotó.
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1933 – Em divisão administrativa referente
ao ano de 1933, o município era constituído de três distritos:
Tacaratu, Jatobá de Tacaratu e Moxotó.
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1936 – Em divisão territorial datada de
31 de dezembro de 1936, o município era constituído de três
distritos: Tacaratu, Jatobá e Moxotó.
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1937 – Em divisão territorial datada de
31 de dezembro de 1937, o município era constituído de três
distritos: Tacaratu, Moxotó e Itaparica.
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1938 – Pelo Decreto-Lei Estadual nº 92,
de 31 de março de 1938, o distrito de Moxotó passou a
denominar-se Volta do Moxotó.
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1938 – Pelo Decreto-Lei Estadual nº 235,
de 9 de dezembro de 1938, a sede do município de Tacaratu
foi transferida para Itaparica, passando o município a
denominar-se Itaparica.
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1939 – No quadro fixado para vigorar no
período de 1939 a 1943, Tacaratu figurava como distrito
do município de Itaparica.
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1943 – Pelo Decreto-Lei Estadual nº 952,
de 31 de dezembro de 1943, o município de Itaparica passou
a denominar-se Petrolândia.
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1950 – Em divisão territorial datada de
1º de julho de 1950, o distrito de Tacaratu figurava no
município de Petrolândia, antigo Itaparica.
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1953 – Tacaratu foi novamente elevada à
categoria de município, com a denominação de Tacaratu,
pela Lei Estadual nº 1.819, de 30 de dezembro de 1953,
desmembrando-se de Petrolândia. O novo município era
constituído pelos distritos de Tacaratu e Caraibeiras.
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1954 – O município foi reinstalado em
1º de junho de 1954. Em divisão territorial datada de
1º de julho de 1960, Tacaratu era constituído pelos
distritos de Tacaratu e Caraibeiras, configuração que
permaneceu nas divisões territoriais posteriores.